segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Desejei o desejo de desejar
Pequei, errei, desejei. Quis sentir sua boca na minha e senti. Senti sua saliva descendo por minha garganta e indo parar direto em meu estômago. Agora você fazia parte de mim. Um beijo molhado, um beijo roubado. Te desejei no transito movimentado, entre um carro e outro a sua respiração, a sua pulsação, o seu membro excitado em sua calça apertada. Mas o tempo acabou e o movimento parou. Eu fui em direção ao meu destino, com um sorriso reprimido e uma vontade de voltar. E tudo que eu quis foi continuar com o desejo de desejar.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Evolução que nada
Sexo virou brincadeira. Abraço é desculpa pra se aproveitar. Beijar na boca virou disputa. Alianças vão parar no bolso. Elogiar é chamar de gostosa. Namoro é brega. Amor é perda de tempo. É, cada vez mais o ser humano se perde em coisas tão simples, e transformam o que deveria ser puro e bonito, em algo sujo, feio, sem graça.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
A loja dos suicidas
Hoje me perdi nas paginas de um livro, que fala mais por mim do que minha própria boca, que demonstra o que sinto em relação a muita coisa e que me diz o que fazer e o que não fazer. Enquanto eu me perdia em suas folhas os meus ouvidos eram sobrecarregados com musicas que se encaixavam tão bem com a leitura que até poderia dizer que foram feitos um para o outro. Beth Gibbons cantava para mim: Closer, no hesitation. Give me, all that you have. E eu lia:
"- Mas que deseja a senhora?
- Uma corda para me enforcar.
- Tem um teto alto onde mora?
Não sabe? Olhe tome esta: devem bastar dois metros.
Já tem o nó corredio e tudo!
Só tem de meter a cabeça dentro..."
- Uma corda para me enforcar.
- Tem um teto alto onde mora?
Não sabe? Olhe tome esta: devem bastar dois metros.
Já tem o nó corredio e tudo!
Só tem de meter a cabeça dentro..."
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