quarta-feira, 31 de julho de 2013

Você conhece, admira, se apaixona, ama, deseja. Você ama cada vez mais, deseja cada vez mais, se apaixona cada vez mais. Você é feliz, o seu dia é feliz. Você beija, abraça, cheira, agarra. Você dá amor, você recebe amor. E então você sofre, chora, corre atrás, se humilha. Você sofre mais ainda, chora mais ainda. Você cai, levanta, deita, roda, esperneia. Você não dorme, não come. Sua respiração falha, seu dia não rende, você vai longe sem sair do lugar. Você cansa, tenta superar, tenta esquecer, mas não esquece. Você sente falta. Você sente muito a falta. E sempre dizem que isso é viver. Pois se viver for exatamente assim, prefiro a falta de ar nos pulmões, do que o excesso de dor no coração.

domingo, 28 de julho de 2013

Clementine: Daqui a pouco vai acabar.
Joel: Eu sei...
Clementine: E o que fazemos?
Joel: Aproveitamos.
E aquele medo que nos segue por todos os lugares?
E aquela covardia de lutar contra eles?
A solidão chega, tornando tudo parte de uma reclusão sentimental, e só nos resta esperar que depois de toda essa tempestade venha uma calmaria, ou até quem sabe o barco afunde antes. E ai a solidão se torna liquida, e facilmente condutora de eletricidade, como um grande choque de realidade. E não tem álcool que dê jeito.

sexta-feira, 26 de julho de 2013


É a vida sendo o meu constante adeus!