Um sussurro, um arrepio, um toque de sua pele em minha pele, um movimento apressado e roupas espalhadas pelo quarto desorganizado. Uma boca se movimenta em meu pescoço e me deixa tonto, cheio de desejos e angustias. Você não faz parte do meu dia, parece uma obra de arte que não combina com a exposição em que se encontra, no caso, o museu seria o meu quarto, minha casa, minha vida. Tento lembrar de seu nome, mas acho que nem mesmo perguntei e não faço questão de perguntar, um nome é apenas um nome, bem menos que um rosto. No final de tudo você me olha nos olhos e diz que foi bom, apenas respondo com um balançar de cabeça e acendo um cigarro. Me levanto e pergunto se você pode ir embora, te deixo ir, te deixo sumir de toda essa bagunça que ainda chamo de vida, todo esse tormento que me acompanha entre beijos de bocas confusas que me procuram sem saber ao menos quem sou. Tenho um nome, mas a vezes prefiro nem pensar nele. Ele sempre diz muito de mim. E a cada pensamento torto ou mesmo incompatível me levo para longe de tudo que um dia já fez sentindo.
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